
Para conseguir vender e fidelizar clientes em uma loja de autopeças é fundamental conhecer bem os componentes dos veículos. O disco de freio, por exemplo, costuma gerar muitas dúvidas.
Como esse assunto é importante para o setor, vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre essa peça. Assim, ficará mais fácil entender a necessidade de cada cliente. Confira!
Afinal, o que é o disco de freio?
Como o nome sugere, o disco de freio é uma peça que fica acoplada ao cubo da roda de um carro, que age em conjunto com as pastilhas. No Brasil, a maioria dos automóveis saem da fábrica com freio a disco nas rodas dianteiras.
Geralmente, a peça é feita de ferro fundido, metal ou cerâmica. Isso porque o material deve ser resistente às altas temperaturas produzidas pelo atrito durante a frenagem.
Essa peça compõe o sistema de freios do carro junto com as pastilhas, e é essencial para um processo de direção segura. Portanto, os cuidados com esse sistema devem ser redobrados.
Aliás, é importante saber que, se não for avaliado de tempos em tempos, o disco de freio pode causar graves desgastes. Por isso deve passar pela manutenção correta para garantir o bom rendimento de todo o sistema.
Como funciona o disco de freio?
Os discos de freio acompanham o movimento da roda e contam com uma pinça flutuante com um êmbolo, que envolve o disco com duas pastilhas.
O motorista ao pisar no freio, por meio de um sistema hidráulico, faz com que o êmbolo que está na pinça force as pastilhas contra o disco fazendo uma certa pressão. Para que ocorra a ação da frenagem, os freios precisam transformar a energia cinética em calor com o atrito entre discos e pastilhas.
A dirigibilidade que os discos de freio oferecem garante maior segurança aos motoristas quando comparados ao freio a tambor e também oferecendo mais aderência ao pneu com a superfície, principalmente quando a pista está molhada.
Isso acontece porque a pinça distribui a pressão aplicada no disco e dissipa melhor a temperatura causada pela energia durante a frenagem, devido à exposição ao fluxo de ar.
Outras vantagens é que não acumula sujeira, não aumenta o curso do pedal de freio devido à dilatação do disco e possui maior facilidade de manutenção.
O sistema de pinça flutuante facilita o resfriamento, evitando que o calor cause problemas.
Outra vantagem dos discos de freio é o tempo de vida prolongado e a facilidade de troca das peças. Isso reduz os custos com a manutenção, principalmente em veículos maiores e mais pesados.
Além disso, o disco de freio torna o toque do pedal mais macio, principalmente em veículos esportivos.
Conheça os tipos de discos de freio
Agora que você já sabe o que é e como funciona o disco de freio, veja quais são os principais tipos disponíveis no mercado. É importante saber que os modelos são classificados de acordo com a construção. Por exemplo:
Discos de freio sólidos: esse disco é um dos mais baratos e antigos, já que não possui nenhum tipo de ranhura para facilitar o resfriamento. Isso pode reduzir a sua eficiência e, por isso, são mais usados em carros compactos e leves.
Essa configuração também é utilizada nos eixos dianteiros dos compactos 1.0 e no eixo traseiro de carros maiores.
Discos de freio perfurados: esse tipo de peça possui furos ao longo de sua superfície. Isso aumenta o atrito com a pastilha, favorecendo a refrigeração. Os furos também permitem o escoamento de água da chuva rapidamente.
Discos de freios estriados: esses discos possuem ranhuras que possuem as mesmas funções dos furos dos discos perfurados.
Discos de freio ventilados: o disco ventilado é composto por dois discos mais finos unidos por uma câmara interna. Essa configuração tem a função de proporcionar maior ventilação, resfriando o sistema com mais rapidez.
Além disso, existem no mercado tipos de discos de freio combinados entre os tipos acima. Por exemplo: discos de freio ventilados e perfurados ou perfurados e estriados.
Quando fazer a manutenção?
Com o tempo, o disco de freio tende a se desgastar devido ao atrito. Isso pode comprometer a eficiência e a segurança do veículo e seus ocupantes.
No entanto, muitos motoristas não sabem ou ignoram o período de manutenção. Consequentemente, pode ser necessário trocar mais peças do veículo devido ao desgaste.
Por isso, é importante informar o cliente sobre alguns sinais que podem indicar problemas no sistema de frenagem. Veja só!
Atentar-se à vibração do veículo
Um disco de freio muito gasto pode causar trepidações, fazendo o carro vibrar nas frenagens. Isso porque, com o tempo, os desgastes podem causar deformidades na estrutura do disco.
Avaliar a dificuldade para frear
Com o tempo, o desgaste pode impedir que as pastilhas de freio tenham um contato perfeito com o disco, o que dificulta a frenagem. Dessa forma, o tempo de ação dos freios pode demorar para acontecer. Inclusive, em alguns casos é necessário até aplicar mais força no pedal.
Respeitar os quilômetros rodados
Recomenda-se que a cada 40 mil quilômetros rodados seja feita uma avaliação do sistema de freio. Com isso é possível verificar a necessidade de possíveis substituições.
Geralmente, após essa quilometragem os discos terão atingido os limites de uso especificados pelo fabricante.
Referência: https://escoladomecanico.com.br/o-que-e-disco-de-freio/
