Maçanetas embutidas: tendência futurista ou moda?

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É de se imaginar que não ter maçanetas possa diminuir o arrasto aerodinâmico, mas até que ponto isso ajuda no consumo?

 

Sim, até as maçanetas podem influenciar no consumo de combustível. Isso porque, fazem parte do desenho aerodinâmico do automóvel, que influencia diretamente no arrasto que o carro precisa fazer para atravessar a barreira do espaço. Lembra das aulas de física na escola? Na prática, qualquer influência ou alteração no desenho natural das linhas do automóvel que leva o vento da frente para a traseira atrapalha esse número. Como os retrovisores, por exemplo. Mas esse lance de esconder as maçanetas (ou embuti-las) é uma tendência futurista ou somente uma moda? É isso que vamos descobrir.

Maçanetas embutidas não são moda

Agora vamos voltar lá para os anos 1980, quando muitos carros já utilizavam essa técnica de embutir maçanetas para que o desenho externo delas não atrapalhasse no consumo – ou seja, não falamos de uma moda temporária. Naquela época, no entanto, as maçanetas não eram funcionais como as de agora – na maioria das vezes, eram encaixadas em espaços criados nas portas.

O Uno Mille (que na época era só Uno) é um bom exemplo: um vão – ou até mesmo uma espécie de buraco formado por vincos – na porta guardava a maçaneta, que abria as portas quando levantada na vertical. Atualmente, o Fiat 500e é outro que segue esse padrão: do lado de fora, o botão eletrônico que abre as portas fica sob uma espécie de “buraco” que não cria um volume adicional na chapa da porta.

Isso dito, podemos confirmar que essa estratégia de maçanetas escondidas, camufladas ou mesmo escamoteáveis não são moda, mas uma tendência que já existe há muitos anos e que se revitaliza com o passar de gerações. Mas, até quanto ter duas maçanetas (ou quatro) escondidas interfere no consumo? Para isso, consultamos engenheiros da SAE e especialistas de fabricantes.

O consenso é de que até 2,3% de combustível pode ser economizado quando as quatro maçanetas estiverem escondidas – como no caso dos SUVs Evoque e Velar, da linha de luxo Range Rover, da Land Rover. No caso de carros em que só as maçanetas traseiras são acopladas (como no Honda HR-V mais recentemente e na Peugeot 206 Escapade do começo do século), a melhora pode ser de até 1,1%.

Existem vários exemplos de carros em que as maçanetas são escondidas, seja por recurso eletrônico ou por estratégias de design, mas uma coisa podemos concluir: essa é uma tendência que existe há décadas (e que, portanto, não é moda) e que deve demorar a sumir, já que influencia diretamente no consumo de combustível.

E como as fabricantes procuram ideias para serem cada vez mais “verdes”, eletrificadas e também sustentáveis, pode apostar que esconder as maçanetas deverá ser um dos recursos cada vez mais utilizados por todas as montadoras de automóveis. Essa é a nossa aposta.

Referência:  https://www.webmotors.com.br/wm1/cultura/macanetas-embutidas-tendencia-futurista-ou-moda

até o próximo post autodisk

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